quarta-feira, 7 de julho de 2010

Medo

Quanta petulância tens meu rapaz!
Que até nas madrugadas mais quentes me faz estremecer.
Que insiste em habitar nos meus sonhos, despertando o medo fugaz.
Que me faz voltar a realidade e pensar: Por que temer?

Por que consegue me afetar tanto menino?
Se tenho plena consciência do quanto sou inconstante.
Se em dias sinto meu coração tão frágil, pequenino,
outrora forte como rocha, grande feito um gigante.

Com medo eu fujo, corro, me escondo.
Dou desculpas absurdas, minto, até finjo estar doente.
Eu resisto, me afasto, até certo ponto,
então você vem, me invade, revira minha mente.

Me deixa vulnerável, frágil, amargurada
Porque leva consigo minha paz, minha estabilidade, meu sossego.
Questiono- me: Será que por alguém fui amaldiçoada?
Até quando me privarei por puro medo?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Noites Nostalgicas.

Nostalgicamente me recordo das noites em que sonhava...
Onde repousava minha cabeça sobre meu travesseiro
e nenhuma dúvida me assolava, nenhuma insegurança me fazia perder o sono.
E hoje, me pego acordada em plena madrugada
espantada com a intensidade das batidas do meu coração;
posso senti-las sem ao menos tocar meu peito.
Então me perco diante de minha incerteza, e é ela, justamente ela
que domina meus pensamentos e me impede de dar um passo a frente;
me deixando completamente estagnada,de mãos atadas, sem direção.
E a cada decisão não tomada, a cada situação não resolvida,
sinto-me imersa cada vez mais profundamente nesse infinito mar de dúvidas.
Acontece que a volta à superfície nem sempre é tão fácil...
Requer certos sacrifícios, e que certas decisões sejam tomadas.
Decisões essas que implicam diretamente no seu "eu", na sua essência,
e que fazem entrar em jogo, seu bem estar, seu futuro, sua felicidade.
Portanto vou adiando decisões, me afastando de situações,
sabotando a mim mesma, as minhas vontades, aos meus verdeiros desejos!
Assim sigo afogando-me, tentando encontrar onde não posso achar;
qualquer resquício de ar que seja capaz de mover meus pulmões, de me fazer respirar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Esperança.

Se um dia me perguntassem o que ainda me faz querer viver,
sei bem qual seria minha resposta.
Eu diria:
- Moço...sou movida pela esperança, que teima em permanecer bem viva aqui dentro de mim.
Ela me faz crer, que um dia tudo vai melhorar.
Que eu vou ter paz, alegria, e que chorar, eu não precisarei mais.
Que o vazio dentro do meu peito, será fechado, lacrado. E que nos momentos de angustia, não precisarei mais puxar o ar bem fundo, até doer meus pulmões,
só por medo de sufocar.
Ela me faz crer, que todas as minhas feridas, um dia serão fechadas, cicatrizadas.
E que todas as minhas dores, um dia, não vão mais tomar conta de mim,
e que no lugar delas, terei muitos motivos para me alegrar, sorrir.
Agora se um dia me perguntassem se eu tenho certeza de que tudo isso vai acontecer...
Eu responderia: Moço, não tenho certeza não. Mas o dia em que eu desacreditar, perder a esperança... Esteja certo de que sobre isso, você nem vai poder me perguntar..

domingo, 1 de novembro de 2009

Cansei!

De tentar procurar refúgio, e nunca encontrar.
De me esconder da minha realidade;
E viver de forma monótona tentando ter esperanças
Sabendo que no fim, acabo sempre no mesmo lugar.

Sempre procurando forças pra tentar suportar...
Esse vazio que continua estagnado bem aqui.
Que nem com os momentos mais “felizes” que vivo;
Nem as coisas mais belas do mundo, me fazem superar.

Na verdade eu sei onde é meu lugar.
Sei bem onde ele se encontra, sei também que não posso alcançar!
E suportar essa realidade, é mais doloroso do que viver sonhando...
Viver sonhando e sabendo que na verdade estou bem acordada,
E que na minha realidade, não tendo de onde despertar!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Irreversívelmente amor.

Passam-se as horas, os dias, semanas...
E continuo com a estranha sensação de sufoco.
Algo reprime meu peito, e me impede de respirar livremente.
Sensação causada por um sentimento conhecido,
porém dessa vez, numa intensidade que nunca havia sentido.

Tentei fugir, me esconder, e de nada adiantou.
Esse vazio que se aloca bem aqui em mim
só aumentou com sua ausência.
E enfim me convenci de que já não posso voltar atrás.

Meu coração te escolheu, te escolheu pra mim.
E o simples sorriso que você me dirige,
alivia minhas dores, me encanta, me faz estremecer.
E me faz sentir que é exatamente em ti, que se encontra meu refúgio.

Durmo, e nos meus sonhos encontro tudo que desejo para minha realidade.
Aqueço-me em teus braços. Sinto teu cheiro. Tenho você!
E este, sem dúvidas, é meu melhor momento, o mais perfeito deles.
Eu preciso de você agora, por favor, não me deixe!

Então a luz do dia me envolve, e me desperta de um lindo sonho.
Mas deixa comigo, alojada em meu peito,
a dor que sinto por não poder te ter comigo.
Essa segue comigo, até que um dia não reste mais vida em mim.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

- Pensamentos Dúbios!

Muitas vezes eu me sento aqui para deitar alguns períodos no papel.
Muitas vezes eu sento aqui, por simples hábito e teimosia.
Vou pensando em coisas mortas, e a caneta vai escrevendo, inconsciente.
Vai abrindo picadas e elucidando caminhos nas paragens mais belas da minha mente.
Vão caindo, junto com a tinta deficiente, pedaços de memória, gritos de loucura
que minha boca não espelha, mas que minha escrita anuncia aos ventos.
E a cabeça dúbia caminha sonolenta na obscuridade agreste de sombrias portas:
Aqui é um segredo que se revela, lá é um mundo que se fecha,
na pausa angustiante de um beco sem saída.
Tantas vezes quis fugir desse caminho!
Nunca mais criar páginas e universos inconstantes,
nunca mais quedar em silêncio desesperançoso
por enxergar no texto, em vez de um anjo... um demônio!
E por que escrevo? Por que me aventuro em pragas enganosas?
Os trilhos são ardilosos, e o sucesso duvidoso,
porque cada letra desenhada é uma incerteza
a pulsar de medo no campo enorme!
Escrevo porque não consigo viver sem um pingo de esperança.
Não consigo viver sem a insanidade de não ter pelo menos uma ilusão!...