quarta-feira, 7 de julho de 2010

Medo

Quanta petulância tens meu rapaz!
Que até nas madrugadas mais quentes me faz estremecer.
Que insiste em habitar nos meus sonhos, despertando o medo fugaz.
Que me faz voltar a realidade e pensar: Por que temer?

Por que consegue me afetar tanto menino?
Se tenho plena consciência do quanto sou inconstante.
Se em dias sinto meu coração tão frágil, pequenino,
outrora forte como rocha, grande feito um gigante.

Com medo eu fujo, corro, me escondo.
Dou desculpas absurdas, minto, até finjo estar doente.
Eu resisto, me afasto, até certo ponto,
então você vem, me invade, revira minha mente.

Me deixa vulnerável, frágil, amargurada
Porque leva consigo minha paz, minha estabilidade, meu sossego.
Questiono- me: Será que por alguém fui amaldiçoada?
Até quando me privarei por puro medo?

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